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Perfil

Antônio José Botelho é amazonense de Manaus. Nasceu a 31 de janeiro de 1959. É filho de mãe portuguesa e pai do interior do Amazonas. Sua mãe é católica; seu pai era espírita. É casado com uma guerreira cearense, que atua no mercado como economista, e pai de duas filhas amazonenses maravilhosas que constroem os seus espaços sociais com trabalho como advogadas. Em 2011, foi avô pela primeira vez, com a chegada da rica neta Maria Clara, cuja experiência deverá ser potencializada com a condição adicional de padrinho. Que ela tenha bem-estar, vida longa e espiritualidade!


Após infância asmática, ingressou na natação, que praticou por seis anos durante a adolescência, adquirindo o hábito do esporte praticando futebol, surf e tênis de quadra. Superada a fase de sexo, drogas e rock and roll, mantém-se atento à saúde do corpo frequentando academia de ginástica de forma descontínua ao longo dos anos, especialmente depois dos avisos médicos que a arteriosclerose genética, pode ampliar lesões já instaladas no músculo nobre. Experimentou a arte halieuta, abrindo mão em função de certa compaixão. Gostou de um bom charuto. E ainda degusta um bom vinho, agora em doses terapêuticas.


Realizado o Curso Primário em Manaus, no Colégio Dom Bosco, finalizou cursos Ginasial e Científico no Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói. Retornando à sua terra natal, graduou-se em Engenharia Civil e Administração pela Universidade Federal do Amazonas [Ufam], respectivamente, em 1983 e 1984.


A partir de 1984, inicia sua trajetória profissional nos quadros da Superintendência da Zona Franca de Manaus [Suframa], atuando em diversos cargos e funções. Dentre os de maior destaque estão o de Diretor do Departamento de Planejamento, entre 1999 e 2001, quando implantou o atual Sistema e Comitê de Planejamento Institucional e a sistemática de financiamento de projetos do Programa de Interiorização da Suframa, e de Assessor Especial, entre 2001 e 2004, quando fiscalizou o contrato que gerou o Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Polo Industrial de Manaus [CT-PIM], sendo seu sociofundador. Além de participar das discussões que geraram as versões dos Critérios de Aplicação dos Recursos pertinente àquele Programa, tem participado ativamente nas formulações e revisões do Planejamento Estratégico da Suframa. Idealizou a atual Coordenação Geral de Gestão Tecnológica, tendo organizado suas competências. Desde 2004 ocupa o cargo de assessor técnico da Superintendência Adjunta de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, quando teve suas atividades reduzidas em nível de gerências executivas e, consequentemente, reduzida restou sua presença junto à administração superior da Suframa, oportunidade, todavia, tomada com vigor para ampliar seus estudos sobre desenvolvimento industrial e desenvolvimento tecnológico. E, nos últimos sete anos, praticando e estudando Yoga e espiritualidade, como espírito imortal numa experiência humana finita.


Ao longo de quase 28 anos atuando na Suframa, especializou-se em diversas áreas ligadas à sua atividade profissional: política e estratégia nacionais, impactos ambientais, projetos industriais e ciência política. Em 2001, obteve o título de Mestre Profissional em Engenharia de Produção, na Faculdade de Engenharia da Ufam, com a dissertação "Projeto ZFM: vetor de interiorização ampliado!", a qual foi transformada em livro no mesmo ano [s/ editora].


Dedicou-se, adicionalmente, à atividade acadêmica como professor substituto da Ufam, entre 1990 e 1992, atuando nos Cursos de Administração e de Engenharias, e professor assistente do Instituto de Ensino Superior Cesf/Fucapi, entre 2000 e 2007, onde implantou a disciplina Política Industrial e Inovação Tecnológica. Nessa experiência, ministrou aulas sobre organização industrial, análise de investimentos e mercados emergentes.


Fruto de sua inquietude e preocupação em contribuir com o processo social, sua produção intelectual resulta nos seguintes livros publicados, além do já citado: "Redesenhado o Projeto ZFM" [1a Edição/Sebrae-AM– 1996; 2a Edição Ampliada/Editora Valer – 2006], "Toques Anarquistas:" [1a Edição – 1997; 2a Edição Revisada/Editora Achiamé – 2007], "pequenas lascas: reflexões junto ao modelo mental do projeto zfm" [2003, livro digital, s/ editora], "Trajetória Tecnológica Alternativa: o acaso amazônico" [2004; s/ editora], "Apontamentos de Engenharia Econômica" [2004; s/ editora].


No contexto editorial, organizou, ainda, a publicação de duas pequenas homenagens: uma à Vó Micas, Maria da Glória Donato Lopes, e a outra ao seu pai, agora irmão, Sebastião Botelho Júnior, respectivamente, Celebrando a Vida na Memória da MICAS [2002; s/ editora] e Cartas, Manifestações, Reflexões e Reproduções: espiritualidade e cidadania [2006; Editora Travessia].


Mantêm o hábito de divulgar seus livros e brochuras publicados e de socializar artigos, sínteses e reflexões na grande rede [ www.argo.com.br/antoniojosebotelho e www.antoniojose.botelho ] desde 1998. Atualmente, passou a utilizar outras mídias quais: blog; linkedin; twitter; e facebook. Além disso, e apesar de tentar permanentemente uma postura ética de não matar, não roubar e não trair está consciente de que deve buscar uma participação mais ativa junto à comunidade. Aplica a prática do Yoga, com caráter voluntário, em projetos institucionais de qualidade de vida, com passagem pela Fazenda Esperança e pela própria Suframa.


Desde o final de 2005, com a morte de seu pai, tem se dedicado ao Yoga, conforme já dito. A partir de 2008 também passou a frequentar o Budismo. Ainda em 2008, foi iniciado no Tantra Yoga, na vertente simbólica. As práticas e estudos de ambos passaram a disputar espaço e tempo com sua profissionalidade e reflexões sobre profanidades, quais Projeto ZFM e Políticas Industriais e Tecnológicas, conforme demonstra o link concernente de seus sítios virtuais.


Na realidade seu caminho espiritual se revigorou na segunda metade dos anos 1980, quando foi iniciado na Maçonaria, Rito Adorinhamita, cumprindo os estágios iniciais de Aprendiz, Companheiro e Mestre. A finalização de sua formação maçônica teria se dado com a realização dos graus filosóficos, que vão até o grau 33. Embora esteja se dedicando ao hinduísmo e budismo, e que nunca deixe de ser irmão maçônico, mantém-se atento junto ao cristianismo, cujo batismo ao nascer marca sua origem transcendental, muito além desta forma ordinária. Mantém panteão eclético-ecumênico como fio condutor equânime de tolerância espiritual.


Em 2000/2001, cursou as disciplinas do Curso de Doutorado em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, em parceria com a UFAM, não o finalizando por indisciplina quanto ao formalismo acadêmico, combinado com uma inadequada administração do tempo, na medida em que trabalhava em tempo integral, e, adicionalmente, ministrando aulas à noite, sem falar do não domínio satisfatório da língua inglesa, base do estado da arte da temática de leitura sugerida nas disciplinas. Na realidade, todos os argumentos são desculpas da mente ordinária para o insucesso em finalizar a formação acadêmica. Em 2009, tentou ingressar no Curso de Doutorado no Programa Sociedade e Cultura da UFAM, quando seu projeto de pesquisa foi reprovado por ser considerado inadequado à linha de pesquisa do programa e por não haver exequibilidade de orientação, recebendo nota 6,0 [seis], menor do que a nota mínima exigida, 7,0 [sete]. A primeira oportunidade foi concedida e não aproveitada; a segunda tentou conquistar e não obteve sucesso. Permanece, assim, esse vazio em sua formação acadêmica, a ser resgatada, talvez numa outra encarnação, embora, aqui acolá, no eterno conflito entre a erudição e o cientificismo, emirja a tentação de retomar o projeto de doutorado.


Participou como pensador local independente, no sentido de estar presente sem um escudo institucional, do I Workshop sobre Inovação do Amazonas, realizado em 22 e 23 de setembro de 2009, oportunidade em que defendeu a abstração intitulada "Hélice Tríplice: uma visão adaptada". Fez a defesa de uma visão adaptada de hélice tríplice convergente exatamente com a construção de um capitalismo amazônico, vertido à lógica das amazonidades, albergados pelos agentes locais do Sistema Manaus de Inovação [SMI] e com foco na dimensão patrimonial das firmas, que viabilizam os moldes da realização dos dois principais atributos do sistema capitalista que são a acumulação do capital, na forma de reprodução desse mesmo capital, e a apropriação de conhecimento, na forma de tecnologia aplicada na economia.


Assim, é bom ressaltar que o paradigma que escuda sua ideologia defendida em suas reflexões tem como pressupostos vinculantes, o sistema capitalista e suas derivações, os quais seguem protegidos pelos Estados nacionais e seus respectivos contratos sociais. Vale dizer que a organização social deste planeta Terra, neste início do terceiro milênio da era Cristã, continua, com vigor redobrada, estruturada na acumulação de capital e na apropriação do conhecimento, individual e coletivamente, categorizando a hegemonia do jogo político. Nesse jogo, prevalece a propriedade de firmas e tecnologias, isto é, quem não as possui tornam-se cidadãos de segunda categoria política.


Ao final daquele Workshop, ratificando a erudição com que permeia suas publicações, declamou a prosa que expressa a intencionalidade de sua ideologia profana, na realidade um mantra quântico-trântrico para transformar a mente amazônica:
Empreendedorismo Empreendedorismo Empreendedorismo
Inovação Inovação Inovação
Crédito Crédito Crédito
Oh Senhor Estado
Oh Senhor Mercado
OH Senhora Sociedade
OH Senhora Cultura
Permitam que o chão amazônico incorpore tais funções do sistema capitalista visando uma acumulação primitiva de capital
Permitam que o chão amazônico construa um capitalismo amazônico
Permitam que a acumulação do seu capital, a evolução da sua tecnologia e a sua estrutura de financiamento esteja a serviço das amazonidades
Permitam que essas amazonidades estejam a serviço do empreendedorismo, da inovação e do crédito num fluxo e refluxo
Permitam que possamos durante este século XXI
Induzir consumo de amazonidades
Criar mercado para as amazonidades
Formar uma cultura baseada em amazonidades
Transformando de forma sustentável insumos e saberes da floresta em produtos realizados no mercado
E oportunizando a conquista da liberdade política e da independência econômica do, para e pelo homem amazônico.


Sua trajetória profissional em 2010 continuou permeada de uma ampla erudição. Assim, ratificando seu compromisso social em contribuir para a transformação institucional da Suframa e para as discussões junto ao capital social de Manaus, lançou pelo site www.clubedeautores.com.br, o livro "Síntese & Reflexões em prol da amazonidades como ideário de desenvolvimento". Em 2011, lançou, pela Editora Caminha Consultoria e com apoio da Revista Via Legis, o ensaio intitulado "Pequeno Ensaio em prol da Construção de um Capitalismo Amazônico", entendido como corolário do livro anterior. Em sua essência, este esforço intelectual, devidamente ritualizado, poderia estar contido no formalismo acadêmico de um programa de doutorado, de qualquer chão acadêmico, em qualquer local deste Planeta.


Ainda em 2011 lançou, também pelo mesmo site acima citado, o livro intitulado "Sínteses Ilustrativas de Nove das Principais Upanishads: uma abordagem do que elas ensinam sobre os fundamentos vedânticos", textos sagrados do hinduísmo, que revelam a identidade entre Brahman e Atman, a qual pode ser experimentada e realizada quando superada a natureza egóica.


Em 2012 preparou uma versão ebook, como segunda edição do livro publicado pela Editora Caminha Consultoria em 2011, a qual foi plenamente distribuída Revista Via Legis. Trata-se de um esforço adicional de divulgação do ideário da construção de um capitalismo amazônico, lastreado por amazonidades, liderado e capitaneado por amazônidas, necessariamente realizado no chão amazônico para a liberdade política e a independência econômica dos amazônidas, como experiência civilizatória autossustentável, fundadora de um efeito demonstração para o mundo globalizado.